quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Como foi fazer a Pesquisa para Espíritas [2/5]

Início e desenvolvimento
Há tempos eu alimentava a intenção de fazer uma pesquisa para espíritas com cobertura nacional.
Tive oportunidade de aplicar algumas pesquisas em instituições espíritas para análise do público, das reuniões públicas e de clima para planejamento estratégico. Os resultados sempre foram muito úteis para as decisões de gestão.

Levando em conta esses resultados idealizei a Pesquisa para Espíritas solicitando ajuda para seis espíritas experientes na doutrina e no movimento que passaram suas sugestões e preocupações que ajudaram muito na formatação final.


Sobre a pesquisa
Inicialmente ficou demasiadamente longa em razão do desejo de perguntar sobre muitos temas. Após os cortes, a pesquisa ficou com 40 questões, ainda assim longa, embora demandasse 15 minutos para preenchê-la.
Aprendi a usar os modelos de formulários eletrônicos da Internet e com o suporte de um amigo construí a pesquisa especificamente para ser preenchida  em celulares, tablets e computadores. Com essa decisão deixei de lado parte do público que não tem familiaridade com essa tecnologia.

O esforço de divulgação
O trabalho de divulgar a pesquisa e convidar as pessoas para responderem e enviarem para os espíritas de sua relação foi baseado no envio de e-mail para 2500 endereços Centros Espíritas de todo o Brasil, mais 1500 e-mails para espíritas, com maior concentração no estado de São Paulo.
Publiquei convites para responder a pesquisa no Facebook e em dez grupos espíritas que somados atingiriam algo em torno de 16 mil pessoas.
Todo esse esforço para alcançar cerca de 20 mil pessoas e obter pouco mais de 5% de adesões.
Logo de início reparei que não havia registros dos estados de Roraima, Maranhão, Tocantins e Amapá. Por meio da rede social busquei cerca 50 pessoas e grupos nesses estados. Enviei e-mails e mensagens solicitando ajuda, inclusive para as federativas, mas essa ação não resultou em nenhuma adesão.

Amostra obtida
As respostas válidas da pesquisa totalizaram 1204 na data do seu encerramento em 31/07/2015 originárias de 23 estados e 232 cidades. A distribuição pelos estados está proporcional à quantidade de espíritas de cada estado, com exceção dos estados de Amapá, Roraima, Tocantins e Maranhão que não teve adesões.
O método de amostragem é considerado não-probabilístico e por conveniência, pois foram considerados somente os espíritas que decidiram participar espontaneamente da pesquisa. Embora a amostra seja representativa quantitativamente e pelos estados e cidades abrangidas, devemos ter cautela para inferir sobre a população de espíritas no Brasil. A rigor, essa inferência somente seria aceita em uma pesquisa probabilística, o que demandaria muitos recursos financeiros e humanos. Talvez por isso que não tenha sido realizada até agora.

Os resultados inéditos no país são válidos e podem ser utilizados para auxiliarem as ações comunicativas internas e a gestão das instituições. Tecnicamente devem ser considerados como um ensaio, um pré-teste para uma pesquisa profissional que poderia ser empreendida com o apoio de uma instituição especializada e da Mocidade Espírita para a sua aplicação.

Outras matérias relacionadas neste blog:
Pesquisa para Espíritas [1/5]
Como foi fazer a Pesquisa para Espíritas [2/5]
Resultados da Pesquisa para Espíritas de 2015 [3/5]
Grupos identificados na Pesquisa para Espíritas [4/5]
Tabulação dos dados da Pesquisa Espírita 2015 [5/5]