Este artigo nasceu de outro que publiquei na década de 1990.
Naquela época, o vegetarianismo ainda era visto por muita gente como
comportamento de pequenos grupos ligados ao naturismo, a determinadas
filosofias orientais ou a movimentos de defesa dos animais.
Muita coisa mudou.
Hoje encontramos produtos vegetarianos e veganos nos
supermercados, restaurantes oferecem opções sem carne, grandes empresas
investem em proteínas vegetais e a discussão deixou de ser apenas alimentar.
Passou a envolver saúde, meio ambiente, ética, direitos dos animais e, mais
recentemente, um conceito que merece especial atenção: a senciência.
Curiosamente, a pergunta que eu fazia há mais de trinta anos
continua atual: até que ponto nossos hábitos alimentares também devem
participar de nossa transformação moral?
Embora o Espiritismo não recomende diminuir a matança de
animais para nossa alimentação, o conteúdo de seu ensino, baseado no amor e na
cooperação, deixa claro que esse será um passo a ser dado no caminho da nossa evolução.
Antes de tudo, uma questão de liberdade
O Espiritismo não estabelece uma dieta para seus adeptos.
Da mesma maneira que não deve haver proselitismo religioso,
também parece inadequado transformar vegetarianismo ou veganismo em instrumento
de cobrança moral. Quem não come carne não se torna, por esse fato,
espiritualmente superior a quem a consome. Seria estranho abandonar a carne e
conservar a intolerância, o orgulho, o egoísmo e a agressividade.
Evidentemente, também cabe aos que comem carne respeitar
aqueles que, por razões éticas, ambientais, religiosas ou pessoais, decidiram
não fazê-lo.
O problema mais interessante não está, portanto, em
estabelecer uma nova regra, mas em perguntar:
à medida que a consciência humana se amplia, poderá também mudar nossa relação com os animais?
Essa pergunta é muito mais ampla que o vegetarianismo.
O que Kardec efetivamente perguntou
Em O Livro dos Espíritos, questão 723, Kardec
pergunta se a alimentação animal seria contrária à lei da Natureza. A resposta
afirma que o ser humano deve alimentar-se segundo as exigências de seu
organismo e preservar suas forças e sua saúde para cumprir a lei do trabalho.
Portanto, a Codificação não condena a alimentação animal.
Na questão seguinte, Kardec indaga se haveria mérito em
abster-se de alimentos animais como forma de expiação. A resposta novamente
afasta qualquer valorização automática da abstinência alimentar: a privação só
teria valor quando séria, útil e realizada em benefício de outros.
Mas existe outro princípio igualmente importante na própria
obra.
Ao tratar da lei de destruição, Kardec pergunta sobre a
destruição que ultrapassa os limites estabelecidos pela necessidade e pela
segurança. A questão 735 reprova precisamente o abuso e a destruição sem
utilidade.
As duas ideias precisam ser consideradas em conjunto.
A Doutrina não proíbe o consumo de animais, mas também não
oferece justificativa para a indiferença diante do sofrimento desnecessário.
E aqui a discussão do século XXI possui muito mais
informações e tecnologia que Kardec naturalmente não tinha à disposição em
1857.
Animais são seres sencientes
Durante muito tempo, a humanidade avaliou os animais
principalmente pelo que eles nos proporcionavam: alimento, força de trabalho,
transporte, couro, companhia ou proteção.
A ciência contemporânea ampliou consideravelmente essa
perspectiva.
Falamos hoje em senciência, isto é, na capacidade de
um ser experimentar subjetivamente sensações e estados como dor, prazer, medo,
desconforto e bem-estar.
Esse reconhecimento já ultrapassou o campo filosófico e
chegou à legislação. No Reino Unido, por exemplo, a legislação sobre senciência
animal reconhece vertebrados e inclui também cefalópodes e crustáceos
decápodes, refletindo evidências científicas sobre sua capacidade de
experimentar sofrimento.
A palavra é nova para muitos de nós, mas a ideia não deveria
causar estranheza ao espírita.
Se admitimos que os animais possuem princípio inteligente em
desenvolvimento e que não são simples máquinas biológicas colocadas à
disposição do ser humano, torna-se natural que o progresso de nossos
conhecimentos aumente também nossa responsabilidade para com eles.
A descoberta da senciência não torna automaticamente todos
vegetarianos. Mas acrescenta uma nova pergunta à antiga questão alimentar:
quando escolhemos aquilo que consumimos, devemos considerar também a capacidade de sofrimento do ser utilizado para produzi-lo?
O mundo mudou — inclusive no prato
Quando escrevi sobre esse assunto nos anos 1990, a realidade
prática era bastante diferente.
As opções de alimentos eram muito menores. Produtos
substitutivos eram raros. Informações nutricionais eram menos acessíveis.
Restaurantes quase nunca ofereciam pratos especificamente vegetarianos ou
veganos.
Hoje a situação mudou de maneira extraordinária.
Uma pesquisa do IBOPE Inteligência realizada em 2018
encontrou 14% dos brasileiros declarando-se vegetarianos, proporção que
chegava a 16% em algumas grandes regiões metropolitanas. O levantamento
representou crescimento significativo em relação a pesquisa anterior.
Mais recentemente, pesquisa Datafolha realizada em dezembro
de 2024, a pedido da Sociedade Vegetariana Brasileira, encontrou 7% dos
entrevistados declarando-se veganos. O mesmo levantamento apontou ampla
disposição dos brasileiros para reduzir ou eliminar o consumo de carne por
razões relacionadas à saúde, ao meio ambiente ou aos animais.
Esses números precisam ser interpretados com alguma cautela
porque vêm de pesquisas diferentes, com conceitos, perguntas e períodos
distintos. Não seria correto simplesmente somá-los. Ainda assim, mostram que
estamos diante de um fenômeno social muito maior do que aquele existente quando
este artigo foi escrito originalmente.
Existe ainda um grupo talvez mais representativo das
transformações atuais: o dos flexitarianos.
São pessoas que não eliminaram completamente os produtos
animais, mas decidiram reduzir voluntariamente seu consumo. Pesquisa do Good
Food Institute Brasil publicada em 2022 indicou que 67% dos entrevistados
haviam diminuído o consumo de diferentes tipos de carne nos doze meses
anteriores e que parte expressiva pretendia reduzi-lo ainda mais.
Talvez esteja justamente aí uma das transformações mais
relevantes. Para milhões de pessoas, a questão deixou de ser simplesmente:
“Como carne ou sou vegetariano?”
Passou a ser:
“Quanto consumo? De onde vem aquilo que consumo? Posso
consumir menos?”
Entre o tudo e o nada há um território enorme para a
consciência.
Por que as pessoas estão mudando?
As motivações são diversas.
Uma delas é a saúde. Dietas predominantemente baseadas em
alimentos vegetais, quando nutricionalmente equilibradas, podem integrar
padrões alimentares saudáveis. A Organização Mundial da Saúde destaca a
importância de dietas com predominância vegetal, baixas em sal, gorduras
saturadas e açúcares adicionados. Ao mesmo tempo, lembra que nem todo produto
identificado como plant-based é necessariamente saudável.
Isso é importante. Trocar carne por alimentos
ultraprocessados não constitui, por si só, melhoria alimentar. “Vegano” e
“saudável” não são sinônimos automáticos.
Dietas vegetarianas e principalmente veganas também exigem
atenção ao equilíbrio nutricional e a nutrientes específicos, entre eles a
vitamina B12. Por isso, mudanças importantes na alimentação devem preservar as
necessidades individuais e, quando necessário, contar com acompanhamento
profissional.
Outra motivação é ambiental. A discussão contemporânea sobre
produção de alimentos inclui uso do solo, água, desmatamento, produção de grãos
para alimentação animal e emissões associadas à atividade pecuária.
Mas talvez a mudança mais profunda esteja ocorrendo no campo
moral.
É a crescente percepção de que os animais não são meros
produtos.
Da proteção dos animais ao questionamento da exploração
O vegetarianismo refere-se principalmente ao padrão
alimentar. O veganismo vai além.
Em sua concepção atual, o veganismo procura evitar, na
medida do possível e praticável, formas de exploração e crueldade contra
animais, abrangendo alimentação, vestuário, cosméticos e outras formas de
consumo.
Por isso, a discussão contemporânea não termina no açougue.
Ela chega aos testes em animais, às condições de criação
intensiva, à indústria de peles, aos espetáculos que utilizam animais e a
diferentes formas de confinamento.
O mercado percebeu essa transformação antes de muitas
instituições.
Levantamentos sobre empresas brasileiras apontam crescimento
superior a 500% em dez anos no número de negócios abertos contendo o termo
“vegano” no nome. Também aumentaram fortemente os produtos certificados e as
opções oferecidas por supermercados, indústrias e restaurantes.
Durante alguns anos divulgou-se também que o mercado vegano
brasileiro crescia cerca de 40% ao ano. Convém, entretanto, não apresentar essa
taxa como indicador atual consolidado: ela surgiu de estimativas de empresários
do setor divulgadas originalmente na década passada. Serve mais como registro
da velocidade com que o segmento começou a se desenvolver.
De qualquer modo, quando a indústria modifica produtos,
cardápios e investimentos, significa que mudanças culturais já estão ocorrendo.
E a importância econômica da produção de carne?
Há, naturalmente, um aspecto econômico que não pode ser ignorado. A pecuária, os frigoríficos, o transporte, a indústria de alimentos, o comércio e numerosas atividades associadas à produção de carne representam parcela importante da economia e sustentam direta ou indiretamente muitas famílias. Uma redução muito rápida do consumo poderia afetar empresas, trabalhadores e regiões fortemente dependentes dessa atividade.
Esse argumento, entretanto, não invalida a discussão ética.
Ele mostra apenas que mudanças sociais importantes precisam ocorrer de forma
gradual. A história econômica está repleta de atividades que perderam
importância, se transformaram ou foram substituídas quando novos conhecimentos,
tecnologias e valores modificaram os hábitos da sociedade. O progresso não
exige que trabalhadores sejam simplesmente abandonados; pede planejamento,
adaptação profissional, diversificação produtiva e criação de novas atividades
econômicas.
Uma eventual redução do consumo de carne também não significaria necessariamente uma redução equivalente da atividade econômica. Parte dos recursos, investimentos e empregos tenderia a deslocar-se para outros setores: produção de vegetais, grãos, leguminosas, alimentos preparados, proteínas alternativas, tecnologia alimentar, pesquisa, distribuição e novos serviços. O consumidor não deixaria de se alimentar; mudaria, em alguma proporção, aquilo que compra. E toda mudança de consumo cria também novos mercados.
Além disso, dificilmente estamos diante de uma transformação
brusca. Mesmo que vegetarianismo, veganismo e flexitarianismo continuem
crescendo, a substituição de hábitos alimentares profundamente enraizados
provavelmente ocorrerá ao longo de muitas décadas. Isso oferece tempo para que
produtores, indústrias e trabalhadores se adaptem. A questão, portanto, talvez
não seja escolher entre proteger os animais ou proteger os empregos, mas
procurar uma transição capaz de considerar ambos.
Há ainda uma reflexão moral interessante. A importância
econômica de uma atividade merece consideração, mas não pode ser o único
critério para determinar se ela deve permanecer indefinidamente da mesma
maneira. Ao longo da história, a sociedade modificou atividades economicamente
relevantes quando passou a considerar inaceitáveis determinados efeitos
humanos, sociais ou ambientais. O desafio civilizatório consiste justamente em
conciliar progresso econômico com aquilo que progressivamente aprendemos a reconhecer
como responsabilidade moral.
Se algum dia a humanidade consumir muito menos animais do
que hoje, é provável que essa mudança não aconteça contra a economia, mas
também por meio dela: novos produtos, novas tecnologias, novas profissões e
novas formas de produzir ocuparão espaços deixados pelos antigos hábitos. A
economia, afinal, não é imóvel; ela acompanha aquilo que a sociedade passa a
valorizar.
Evolução moral também modifica costumes
A humanidade possui inúmeros exemplos de comportamentos
considerados naturais em determinada época e posteriormente abandonados.
Nossa sensibilidade moral não permanece imóvel.
Práticas violentas que divertiam multidões no passado hoje
nos causam repulsa. Formas de tratamento dispensadas a crianças, mulheres,
trabalhadores, estrangeiros e grupos sociais foram sendo revistas à medida que
se desenvolveram novos conceitos de dignidade e direitos.
Isso não significa colocar animais e seres humanos no mesmo
nível de responsabilidade ou desenvolvimento.
Significa reconhecer algo mais simples: o progresso moral
tende a ampliar o círculo daqueles cujo sofrimento somos capazes de considerar.
Primeiro preocupamo-nos conosco. Depois com a família. Depois
com o grupo. Depois com desconhecidos. Depois com outros povos.
Provavelmente, a ampliação da consciência nos ensine
progressivamente a incluir também outras formas de vida.
Nesse sentido, vegetarianismo e veganismo podem ser vistos
não como provas de evolução espiritual, mas como manifestações possíveis de uma
sensibilidade moral que se amplia.
Uma reflexão particularmente espírita
O Espiritismo nos convida constantemente à reforma íntima.
Entretanto, existe o risco de imaginarmos que reforma íntima
diga respeito somente às emoções, aos pensamentos e ao relacionamento com
outras pessoas.
Nossos hábitos também expressam valores.
O modo como compramos, desperdiçamos, utilizamos recursos
naturais, tratamos empregados, lidamos com dinheiro, consumimos produtos e nos
relacionamos com os animais também diz alguma coisa sobre nossa consciência.
Isso não significa transformar alimentação em obsessão
moral.
Uma pessoa pode ser vegetariana e profundamente egoísta.
Outra pode consumir carne e dedicar a vida inteira à caridade.
A evolução humana é infinitamente mais complexa do que
aquilo que colocamos no prato.
Mas essa constatação também não deveria servir de desculpa
para que nunca examinemos o prato.
Reduzir também é uma escolha
Talvez um dos equívocos do debate seja apresentá-lo sempre
em termos absolutos.
Ou se abandona completamente a carne ou nada mudou.
Não precisa ser assim.
Se uma pessoa, depois de refletir, resolve diminuir seu
consumo, já modificou alguma coisa. Se começa a preocupar-se com a procedência
dos produtos, modificou alguma coisa. Se evita desperdício, modificou alguma
coisa. Se passa a considerar o bem-estar dos animais nas decisões de consumo,
alguma coisa se transformou em sua consciência.
Cada um fará esse percurso segundo suas possibilidades,
convicções, saúde, cultura e circunstâncias.
Não precisamos criar mais uma divisão entre espíritas: os
que comem carne e os que não comem.
Já temos divisões suficientes...
Podemos, em lugar disso, fazer perguntas.
- O sofrimento animal importa? É possível reduzi-lo?
- Nossas necessidades justificam todas as formas atuais de criação e abate?
- Os conhecimentos científicos e os recursos alimentares disponíveis hoje modificaram as condições existentes na época de Kardec?
- Uma humanidade moralmente mais desenvolvida continuará relacionando-se com os animais exatamente como fazemos atualmente?
Não tenho a pretensão de oferecer respostas definitivas. Mas
creio que são perguntas que merecem ser feitas.
O prazer de comer também evolui
Alimentar-se não é apenas suprir necessidades biológicas. Comer envolve prazer, memória, convivência, aromas, texturas, cores e sabores. Nossas papilas gustativas e o olfato participam de uma experiência sensorial que acompanha a humanidade desde seus primórdios. Não há razão para desprezar esse prazer; ele também faz parte da vida.
Mas aquilo que consideramos saboroso não é imutável. O paladar é, em boa medida, educado. Desde a infância aprendemos a apreciar determinados temperos, combinações e alimentos porque fazem parte de nossa família e de nossa cultura. Um sabor considerado delicioso em uma região pode causar estranheza em outra. Alimentos hoje comuns foram desconhecidos durante séculos em muitas partes do mundo, enquanto outros, outrora habituais, praticamente desapareceram de nossa mesa. A própria história da alimentação demonstra nossa extraordinária capacidade de adaptação.
Isso também ocorre individualmente. Quem reduz determinados alimentos frequentemente descobre novos sabores e passa a utilizar ingredientes aos quais antes dava pouca atenção. Legumes, cogumelos, castanhas, grãos, ervas, especiarias, frutas e diferentes formas de preparo podem ampliar, em vez de diminuir, a experiência gastronômica. A mudança não precisa representar perda de prazer, mas uma educação progressiva dos sentidos.
Há uma comparação simples. Muitas pessoas diminuem progressivamente o açúcar ou o sal e, depois de algum tempo, passam a considerar excessivamente doces ou salgados alimentos que antes lhes pareciam normais. O organismo e o paladar se adaptam. Algo semelhante pode ocorrer quando modificamos a proporção de carnes e vegetais na alimentação.
Por isso, talvez seja equivocado imaginar que uma eventual evolução dos hábitos alimentares exigiria sacrificar uma das experiências agradáveis da vida. A questão não é abandonar o prazer de comer, mas descobrir que esse prazer pode assumir outras formas. A humanidade já transformou sua culinária incontáveis vezes e continuará fazendo isso.
Se nossos valores morais e nossos conhecimentos modificam-se de século em século, é natural que nosso gosto também possa acompanhá-los. Podemos preservar o aroma, o sabor, a criatividade culinária e a alegria de uma boa refeição, ao mesmo tempo em que ampliamos nossa preocupação com a saúde, o ambiente e o sofrimento de outros seres.
Talvez aí esteja uma característica particularmente humana: não precisamos escolher entre consciência e prazer; somos capazes de educar o prazer à medida que a consciência se amplia.
Do prato à consciência
Quando escrevi pela primeira vez sobre vegetarianismo, há
mais de três décadas, parecia-me lógico imaginar que a evolução da humanidade
produziria gradualmente uma redução do consumo de animais.
Hoje observo essa questão com mais cautela, mas também com
maior número de argumentos.
Não sabemos qual será a alimentação predominante da
humanidade daqui a cem ou duzentos anos. A ciência poderá produzir alimentos
que hoje sequer imaginamos. Proteínas cultivadas, fermentação de precisão e
novas tecnologias talvez alterem profundamente a relação entre alimentação e
criação animal.
Entretanto, uma tendência parece razoável: quanto mais
compreendermos a complexidade da vida e a capacidade de outros seres de
experimentar sofrimento, mais difícil será tratá-los simplesmente como coisas.
Talvez o futuro não nos pergunte apenas se era necessário
comer animais. Talvez pergunte principalmente:
quando descobrimos que eles sentiam, o que fizemos com esse
conhecimento?
Não é preciso esperar pelo futuro para começar a pensar na
resposta.
E, vegetarianos, veganos, flexitarianos ou onívoros, talvez
possamos concordar pelo que: comer para viver continua sendo muito mais
sensato do que viver para comer.
Bom apetite — para o alimento do corpo e, principalmente,
para o alimento da consciência.
Bibliografia
Fontes atuais
Datafolha/SVB
https://svb.org.br/vegetarianismo-e-veganismo/mercado-vegano/
IBOPE/SVB
OMS
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/healthy-diet
Fontes Espíritas
A bibliografia apresentada para consulta dos leitores, menciona, além de Kardec, 17 obras cujos autores analisam a questão de modo favorável às dietas sem ou com menos consumo de carne animal. São eles: Emmanuel, Humberto de Campos, André Luís, Maria João de Deus, Rev. G. Vale Owen, Angel Aguarod, Camille Flammarion, Yvone A. Pereira, J. Herculano Pires e Carlos Imbassahy. Além dessas indicações, temos registrado cerca de trinta livros de: Edgard Armond, Miramez, Luiz Sérgio, Ranieri, Ramatis e outros autores.
O Livro dos Espíritos, questões 723, 724 e 728–735
O Consolador. Xavier, F. Cândido/Emmanuel. FEB - páginas:
78, 79, 129 e 136
A Caminho da Luz. Xavier, F. Cândido/Emmanuel. FEB - página:
34
Através do Tempo. Xavier, F. Cândido/ Espíritos diversos.
Lake - página: 43
Cartas e Crônicas. Xavier, F. Cândido/ Irmão X. FEB -
capítulo 4
Contos e Apólogos. Xavier, F. Cândido/ Irmão X. FEB -
páginas: 69 a 72
Luz Acima. Xavier, F. Cândido/ Irmão X. FEB - página: 123
Nosso Lar. Xavier, F. Cândido/André Luiz. FEB - páginas: 54
a 58
Missionários da Luz. Xavier, F. Cândido/André Luiz. FEB -
páginas: 40, 44, 135 e 136
Os Mensageiros. Xavier, F. Cândido/André Luiz. FEB - página:
222.
Cartas de uma morta. Xavier, F. Cândido/Maria João de Deus.
Lake - página: 79.
História do Espiritismo. Doyle, Arthur Conan. Pensamento -
página: 480.
Grandes e Pequenos Problemas. Aguarod, Angel. FEB - páginas:
197 e 198.
A Vida Além do Véu. Owen, G. Vale (Rev.). FEB - páginas: 12
e 13.
Mediunidade (Vida e Comunicação). Pires, J. Herculano.
Edicel - páginas: 99 a 101.
O que é a Morte. Imbassahy, Carlos. Edicel - páginas: 47 e
48.
Narrações do Infinito. Flammarion, Camille. FEB - página:
144.
Devassando o Invisível. Pereira, Yvone A. FEB - páginas: 92,
93 e 102.


Belo trabalho, Ivan! Como ovo-lacto-vegetariano desde 1972, tenho repetido inúmeras vezes que a opção foi por segurança alimentar, de início fora de casa e depois adotada integralmente, por observar melhoria no próprio organismo. As questões ligadas ao respeito à vida animal vieram depois. Então, não foi uma decisão 'espírita', mas sanitária. Isto posto, permita-me indicar que dois aspectos me chamaram a atenção em seu ótimo texto: o conceito 'reforma íntima' me desagrada porque não me parece adequada a equivalência, pois para reformar devemos destruir algo para reconstruir, ao passo que transformação moral (como aliás sugere Allan Kardec) nos diz que ocorre um processo permanente de aperfeiçoamento; o outro é sobre o uso da palavra 'caridade' no sugerido estrito sentido de benemerência, quando seu sentido 'espírita' é de amor ao próximo em todos os aspectos. Abraços!
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